Sonhos de consumo sustentáveis para 2017

Um blog que prega consumo consciente falando em sonhos de consumo? Faz sentido? Acredite, faz todo sentido.

Em posts anteriores, eu falei sobre a minha preferência pelas sacolas reutilizáveis da marca alemã Reisenthel, que não estão à venda no Brasil. Assim como elas, há outros produtos duráveis/reutilizáveis/sustentáveis difíceis ou impossíveis de achar no mercado nacional. Pensando nisso, montei uma lista dos itens que espero conseguir encontrar no país em 2017:

  • Escova de dentes de bambu. Só há uma loja (online) que vende o produto aqui no país, e está sempre em falta.
  • Desodorantes em embalagens de vidro a preços acessíveis. Há muitos anos, a Nivea vendia seus desodorantes roll-on no Brasil em frascos de vidro, mas tempos depois resolveu aderir ao costume nacional de comercializar quase tudo em plástico. Atualmente, só é possível encontrar por aqui opções a preços exorbitantes.
  • As já mencionadas ecobags da Reisenthel, ou de qualquer outra marca, desde que tenham a mesma praticidade e leveza das sacolas alemãs.
  • Crescimento do número de estabelecimentos que vendam produtos veganos. Ainda sonho com o dia em que teremos a versão brasileira do Veganz por aqui.
  • Falando em empresas alemãs que colocam o resto do mundo no chinelo quando se fala em sustentabilidade, também espero ansiosamente pelo surgimento de uma loja que venda tudo a granel, sem embalagem, de café a pasta de dente sólida, passando por xampu e sabonete.
  • Discos de algodão reutilizáveis. Um produto simples e uma solução elegante para o desperdício de algodão descartável, mas que ainda não é popular aqui. Já vi similares nacionais feitos em crochê, mas também não são muito fáceis de encontrar.
  • Sacos e sacolas de mesh de nylon ou de algodão próprios para comprar hortifrúti, que substituem sacos plásticos. São outro unicórnio no mercado brasileiro.
  • Investimento de marcas nacionais em potes de vidro com vedação hermética. Só conheço uma marca nacional que produza potes como os do meu post sobre compras a granel, daqueles cuja tampa também é de vidro e a vedação é feita por um anel de borracha, mas eles só existem em três tamanhos, o que acaba não sendo muito prático. Claro que, na ausência de opções acessíveis, também é possível reaproveitar frascos de vidro de produtos industrializados (desde que devidamente higienizados).
  • Filtros de café de algodão de boa qualidade, ou de papel não branqueado. Os filtros de algodão são artigo raro nos mercados brasileiros atualmente, e nem sempre são duráveis. Os de papel não branqueado, acredito eu, nem existem por aqui.

Deu para ver que a lista é longa, e os sonhos, um pouco altos, mas tenho esperança de que 2017 vai me surpreender em alguns desses quesitos. Quem sabe a lista para 2018 não será bem menor?

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