Geração Y e o desperdício

Dia desses, meu namorado me mandou um link muito intrigante sobre desperdício de comida. A matéria cita uma pesquisa feita por uma rede de supermercados inglesa, a Sainsbury’s, entre consumidores a partir dos 18 anos de idade. Os achados da pesquisa são preocupantes, e a causa disso, infelizmente, são os millennials, mais conhecidos por aqui como Geração Y.

De acordo com os dados levantados pela rede, jovens entre 18 e 34 anos são mais propensos ao desperdício do que pessoas mais velhas, que ainda conservam noções de economia e racionamento de recursos (herança das guerras que assolaram o século XX).

Os motivos são muitos. Falta de tempo e de educação doméstica, desconhecimento sobre o valor dos alimentos consumidos, ausência de planejamento alimentar e, o mais triste de todos, a “necessidade” de compartilhar com amigos, conhecidos e estranhos, nas redes sociais, pratos sofisticados, bonitos e carregados de ingredientes que, depois, ficarão abandonados na despensa e na geladeira.

Quando passei a cozinhar mais em casa, levei uma “surra” em termos de planejamento. Em muitos momentos, comprei mais ingredientes do que precisava, esquecendo que iria cozinhar, no máximo, apenas para duas pessoas, e não para um batalhão de soldados famintos. Confesso – envergonhada – que, por isso, joguei mais comida fora do que considero correto.

No entanto, a lição aos poucos foi aprendida, e passei a bolar planos de refeição para ter uma noção mais clara de quanto iria precisar para me alimentar, por exemplo, por uma semana. Isto não quer dizer, porém, que eu tenha eliminado o desperdício em 100%. Ainda me pego jogando algumas frutas fora, ou deixando grãos passarem da validade, mas isso hoje acontece com uma frequência animadoramente pequena.

A chave para essa mudança foi o planejamento. Eu trabalho em home office, então faço todas as refeições em casa. Não tenho o menor problema em comer os mesmos pratos todos os dias, do café da manhã até o lanchinho de fim de tarde. Por isso, compro praticamente os mesmos ingredientes semanalmente e cozinho o suficiente para almoçar e jantar por pelo menos uns três dias.

Quando diminuí ou cortei o consumo de determinados produtos, como pães e queijos, parei de compra-los ou passei a comprar bem menos. Meu namorado ainda os consome, mas, como só faz refeições em casa nos fins de semana, não faz mais sentido estocar produtos que serão usados pouquíssimas vezes.

Vale acrescentar: também não tiro fotos de todos os pratos que cozinho. Meus amigos no Instagram que me desculpem, mas prefiro postar fotos dos meus gatos. 🙂

 

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